Por: Daniel Pinto.

Quando os colonizadores espanhóis, em 1568, plantaram o primeiro vinhedo de vítis vinífera na costa leste dos EUA, onde hoje se assenta o Estado da Carolina do Sul, provavelmente não imaginavam estar iniciando uma atividade que acabaria por tornar aquele país o quarto maior produtor de vinhos do mundo (23 milhões de hl). Segundo recentes pesquisas, brevemente o primeiro lugar será alcançado.
Quando os colonizadores espanhóis, em 1568, plantaram o primeiro vinhedo de vítis vinífera na costa leste dos EUA, onde hoje se assenta o Estado da Carolina do Sul, provavelmente não imaginavam estar iniciando uma atividade que acabaria por tornar aquele país o quarto maior produtor de vinhos do mundo (23 milhões de hl). Segundo recentes pesquisas, brevemente o primeiro lugar será alcançado.
Assim a Califórnia foi eleita como o terreno ideal para a vitivinicultura americana graças às suas peculiaridades de clima, solo e relevo. Solo bem diversificado, mostrando zonas desérticas arenosas, pedregosas, vulcânicas, dotadas de grande permeabilidade, e um perfil montanhoso com amplos vales. O clima marcado por estações bem definidas permite a evolução correta do ciclo vegetativo da planta. A irrigação é quase obrigatória pelo baixo índice pluviométrico, e a necessária exposição solar é temperada pela presença do insistente “ fog” que cobre a área costeira durante boa parte das manhãs, permitindo um harmonioso amadurecimento do fruto.
Assim a Califórnia foi eleita como o terreno ideal para a vitivinicultura americana graças às suas peculiaridades de clima, solo e relevo. Solo bem diversificado, mostrando zonas desérticas arenosas, pedregosas, vulcânicas, dotadas de grande permeabilidade, e um perfil montanhoso com amplos vales. O clima marcado por estações bem definidas permite a evolução correta do ciclo vegetativo da planta. A irrigação é quase obrigatória pelo baixo índice pluviométrico, e a necessária exposição solar é temperada pela presença do insistente “ fog” que cobre a área costeira durante boa parte das manhãs, permitindo um harmonioso amadurecimento do fruto.
se consagrar muito mais tarde, em 1976, ao se tornar vitorioso no famoso “Confronto de Paris”, quando seu vinho Stag’s Leap Cask 23 foi eleito como o melhor de um painel onde pontificavam Ch. Mouton Rotschild, Ch. Haut-Brion, entre outros. O evento foi promovido pelo inglês Steven Spurrier, hoje editor da revista Decanter. Entre os jurados participaram: Michel Dovaz, Aubert de Villaine, entre outros nomes consagrados. O Chardonnay Montelena também saiu vencedor.
A vitivinicultura americana utiliza com destaque as principais cepas européias, cabendo um papel especial à Zinfandel, há muito tempo conhecida como derivada da uva Primitivo da Puglia, Itália. Estudos mais recentes a identificam como originária da Croácia.
A produção americana se expandiu por todo o território, porém mais destacadamente nos Estados da Califórnia (90%), Oregon, Washington, Idaho, Nova York, Texas, Virgínia, Missouri, Maryland, Pensilvânia, etc.
A Califórnia está dividida em: Costa Norte, Central e Sul, além do Vale Central e Sierra Foot Hills afastados da costa. A legislação criada em 1978 instituiu regiões demarcadas sob o nome de AVA (American Viticultural Area), entre as quais se destacam Napa Valley, Sonoma, Carneros, etc., ao norte. A variedade de microclimas permite encontrar nichos especiais como a AVA Russian River Valley no condado de Sonoma, onde é produzido o melhor Pinot Noir do Novo Mundo por Joe Rochioli.
A Central Coast de deslumbrante litoral mostra seus vinhedos mais ou menos esparsos, mas de muita qualidade, exibindo aqui e ali exemplares tintos ou brancos dependendo do microclima, em AVAs como Carmel Valley (Monterey), Paso Robles (San Luis Obispo) e o Condado de Santa Bárbara, onde foi rodado o filme Sideways. Na South Coast, despontam Temecula e San Pasqual. O Central Valley, de clima muito quente e onde a produção privilegia a quantidade, é sede da maior vinícola do mundo, criada por Ernest e Julio Gallo.
O Estado do Oregon, ao norte da Califórnia, apresenta uma paisagem muito verde de abundante vegetação, em colinas ondulantes, onde se colhe o famoso carvalho americano. Aí o foco é a Pinot Noir, que se desenvolve proficuamente num solo vulcânico, acompanhando o vale do magnífico rio Willamette. Curiosamente abriga entre grandes produtores a vinícola “Beaux Frères”, do crítico Robert Parker, certificado pelo sistema biodinâmico em sua mais acurada expressão.
O Estado de Washington mais ao norte dá ênfase aos brancos pelo clima frio, destacando notáveis Riesling no vale do rio Colúmbia. Outros Estados americanos contribuem para a produção, como Idaho, Texas, Maryland, etc., e mesmo Nova York, abrigando importantes AVAs como Finger Lakes e Long Island. Aí se podem provar tanto vinhos com cepas francesas como com a famosa Isabel, nossa velha conhecida.