
Participei do Encontro Mistral em sua 11ª temporada representando o Jornal Vlinho e Cia, O evento ocorre de dois em dois anos e se tornou pioneiro e referência entre os apreciadores de vinho. Neste ano foram mais de 450 vinhos de 78 produtores de todas as partes do mundo a saber França 13 produtores, Itália 12, Portugal11, Espanha 19, Argentina 7, Chile 4, Uruguai 2, Brasil 2, África do Sul 1, Estados Unidos 2, Hungria 1, Alemanha 3, e Austria1. Consegui participar do segundo dia e fiquei impressionado com o volume de pessoas que lotaram o grande salão de eventos do Hyatt, e alguém que participou do primeiro dia me informou que estava ainda mais lotado mesmo com os ingressos a R$ 590,00 por pessoa que não me pareceu ser abusivo por conta do alto padrão dos vinhos servidos. Por conta do tempo provei vinhos de 15 produtores dos quais farei um pequeno resumo com 8 deles:

Chateau Kirwan – Bordeaux França – Fundado em 1751 e classificado em 1885 como um 3ème Grand Cru Classé foi um dos destaques da feira pois apresentou uma vertical com 8 safras das quais meu destaque ficou com a safra 2016 confirmando ser uma safra excelente.um vinho complexo com predominância de frutas negras, floral lembrando rosas, tostado agradável e especiarias. Na boca, alta acidez, estruturado, persistência longa e textura encantadora. R$ 1.251 na foto Yann Schÿler e seu Kirwan 2016

Chateau Miraval – Provence França – Projeto de Brad Pitt e da família Perrin donos do Chateau Beaucastel onde Brad Pitt possui 600 hectares de vinhedos que seguem a agricultura orgânica e biodinâmica, ficando os Perrin responsáveis pelo processo de vinificação. Tomei o Champagne Petit Fleur Rosé – De cor rose bem clarinha apresentou mousse intensa acidez correta e aromas de leveduras, frutas secas como avelã e notas florais. Um champagne mais austero muito agradável R$ 1.436 na foto Alejandro Panighini,

Lungarottti – Úmbria Itália – Produtor de destaque da Úmbria foi o primeiro a elaborar vinhos de vinhedo único o que inspirou a criação as DOC Torgiano em 1968. Proei seu vinho ícone o Rubesco Vigna Monticchio Torgiano Riserva – Um Sangiovese típico de cor granada ralo, nariz complexo trazendo cerejas, violetas, ervas lembrando menta, e toque terroso, Na boca acidez cortante taninos típicos da Sangiovese, bom corpo e persistência. Um vinho com boa estrutura, mas elegante lembrando um Borgonha. R$ 940 na foto Marco Rossi e o Rubesco

Tenuta San Leonardo – Trentino Itália- Fundada em 1724 é definitivamente a referência local de grandes vinhos, sendo reconhecida pelo Gambero Rosso como a vinícola do ano em 2025. Seu destaque é o San Leonardo lançado em 1982 um corte bordalês com sangue italiano. Rubi, indo para granada, média concentração, leve halo. Nariz complexo, frutas negras, couro, ervas aromáticas, balsâmico, sottobosco e tabaco. Na boca tripe acidez, tanino e álcool bem harmônicos, corpo médio, final de boca macio e refrescante. Um vinho elegante e bem complexo. R$ 1.505 na foto Giovanni Bacigalupo

Fontodi – Toscana Itália – Fundada em 1968 por Giovanni Manetti a propriedade, está localizada na Conca D Oro no coração de Panzano in Chianti e reconhecido pela introdução de práticas agrícolas mais sustentáveis. O vinho que provamos foi o ícone o Flaccianello apontado diversas vezes como um dos 100 melhores vinhos do mundo. Granada, ralo, leve halo. Nariz complexo marcado pela cereja, violetas, leve mentolado, e tostado bem agradável. Na boca uma explosão de frutas, ‘alta acidez, taninos finos ainda presentes, encorpado, longo, final de boca suculento. Um supertoscano tradicional ainda jovem pedindo maior guarda R$ 2.760. na foto com Margherita Manetti

Anima Negra – Mallorca Espanha. Criada em 1994, a Ànima Negra é a vinícola de referência em vinhos autênticos e de qualidade da Ilha de Maiorca. Seus proprietários são Miquel Àngel Cerdá e Pere Obrador, que há mais de 25 anos tocam esta vinícola com grande sucesso. Seus vinhos são elaborados em sua maioria com uvas autóctones como a Callet, a Montenegre, e a Fogoneu. provei seu vinho mais premiado o Alma Negra. Granada, média concentração, sem halo. Olfativamente trazendo jaboticaba, alecrim, toque terroso, flores escuras e defumado. Na boca, selvagem, com boa acidez, taninos presentes corpo médio final de boca mais rústico e vibrante R$ 1.248 na foto com Miquel Àngel Cerdá.

Chivite –Navarra Espanha. Fundada em 1647 é uma das mais tradicionais e emblemáticas vinícolas da Espanha recebendo o prêmio de melhor vinícola da Espanha pela Wine and Spirits por 3 anos O Colección 125 por mim provado neste evento foi lançado em 1985 comemorando o 125º aniversário da primeira exportação da vinícola, em 1860. Algum tempo depois, em 1993, foi lançada a primeira safra do Colección 125 Chardonnay, que hoje é considerado um dos melhores vinhos brancos do mundo Dourado brilhante. Nariz extremamente mineral, frutas amarelas frescas, toque oxidativo e delicado tostado. Na boca alta acidez, coro médio, persistência longa, muita tensão, e retrogosto salino. Um branco excepcional. R$ 752 na foto com Daniel Bretos

Selbach Oster – Mosel Alemanha. Tudo começou por volta de 1660, com destaque para as atividades de transporte e comercialização. Foi só em 1661 que Hans Selbach criou o rótulo Selbach-Oster para seus vinhos elaborados com uvas de vinhedos próprios que somam 24 hectares e que seguem os preceitos da agricultura sustentável, enquanto os vinhos elaborados com uvas de terceiros são negociados com o nome J. & H. Selbach. Selbach é especializado na variedade Riesling que ocupam 92% de seus vinhedos. Provei seu Zeltinger Sonnenurh Riesling Satlese Feinherb 2021. Cor de palha, brilhante. Nariz complexo com fruta lembrando pêssego maduro, notas florais, mel, delicado petrolato, e muita mineralidade. Na boca alta acidez, leve taticidade, persistência longa e retrogosto com fruta madura, salinidade e toque de pedra molhada. R$ 752 na foto com Sebastian Selbach
Certamente uma oportunidade única de provar os melhores vinhos de cada produtor, agora só nos resta esperar 2 anos para um novo encontro. Parabéns a Mistral de Ciro e Otavio Lila pela impecável organização e pelos grandes vinhos servidos.
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