
Muita gente acredita que o Chile só produz vinhos baratos pois são estes que lotam as prateleiras dos supermercados, mas a verdade e que o Chile produz vinhos para todas as faixas de mercado inclusive para vinhos de alta gama carinhosamente chamados pelos produtores chilenos como “Ícones”. Estes vinhos ganharam destaque internacional entre 1990 e 2000, quando o crítico americano Robert Parker premiava vinhos mais extraídos, alcoólicos e amadeirados, mas que prometiam longa guarda. A estratégia deu certo e em provas às cegas alguns de seus exemplares bateram grandes vinhos de Bordeaux e Supertoscanos italianos ganhando assim reconhecimento mundial. Hoje em dia cada produtor chileno tem seu vinho Ícone, mas já com alteração de estilo, indo para vinhos mais leves com menor presença de madeira o que também ocorreu com os vinhos Top de todo o mundo. Mas uma coisa não mudou eles continuam com raras exceções tendo um melhor custo-benefício que seus concorrentes.

E foi com o tema Tintos Ícones do Chile que a Confraria AA realizou esta prova

Le Dix de Los Vascos 2004 – Corte com Cabernet Sauvignon, Carménère e Syrah, com 14% de álcool e passagem 12 meses por barricas de carvalho francês, sendo 30% novas. – Rubi, extra tinto, halo de evolução. Nariz complexo trazendo ameixa madura já com leve evolução, violetas, menta, toque balsâmico, leve lácteo e agradável tostado. Na boca tripe acidez, taninos e álcool em perfeita harmonia, persistência longa retrogosto trazendo cereja no licor e leve tabaco. Um vinho maduro com tudo em seu lugar. – R$ 875 para safra 2019 na Mistral – Minha nota 92 pts

Don Melchor 2001 Corte de Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc com 14 % de álcool e passagem de 15 meses por barricas de carvalho francês, mais um ano em garrafa – Rubi, com alta concentração e leve halo. Nariz bem frutado, com cerejas, framboesas, herbáceo lembrando menta, café e tabaco. Na boca muito bem balanceado, delicado, macio, boa persistência, retrogosto frutado com ligeiro dulçor e presença mais intensa de terciários. Acho que fui muito crítico na nota dada a este vinho – R$ 1.440 na Adega on line Minha nota 91 pts

Clos Apalta 2012 Corte com Carmenère Merlot e Cabernet Sauvignon, com 15% de álcool e passagem de 24 meses em barricas de carvalho francês. – Violáceo, extra tinto, sem halo. Nariz marcado por grafite, frutas negras frescas, toque herbáceo, certa mineralidade com forte presença de madeira. Na boca alta acidez, taninos ainda rascantes, alcoólico persistência longa, retrogosto com frutas negras e leve amargor. Um vinho de grande potencial aberto antes de chegar em sua janela de consumo. R$ 1.590 na Super Adega Minha nota 89 pts


Don Maximiano 2011– Corte com Cabernet Sauvignon, Carménère, Petit Verdot e Malbec com 13,5% de álcool e passagem de 18 meses em barricas francesas sendo 65% novas. – Rubi, extra tinto sem halo. Nariz complexo com diversas camadas, frutas maduras como cerejas, framboesas, notas florais, noz moscada, pimenta do reino, grafite chocolate amargo e tostado. Na boca ótima acidez, taninos resolvidos, profundo, textura sedosa, potente, mas ainda assim muito elegante. Vinho delicioso pronto para o consumo – R$ 1.200 na Ravin Minha nota 92 pts

Casa Real 2007– Varietal 100% Cabernet Sauvignon com 14 % de álcool e passagem de 20 meses por barricas de carvalho francês, sendo 80% novas. – Granada alta concentração, halo. Nariz com cereja madura com evolução, violetas, lácteo, tabaco, chocolate e tostado. Na boca alta acidez, taninos presentes, corpo médio para amplo, persistência longa, final de boca com fruta madura e taninos bem presentes. Um vinho mais maduro no nariz, mas ainda com taninos bem presentes na boca, bem gastrinômico. R$ 930 para safra 2020 na DiVinho. Minha Nota 90 pts

Polkura Secano 2020 – Varietal 100% Syrah com 15,5% de álcool e passagem de 24 meses em barricas de carvalho francês de terceiro uso. – Rubi, azulado sem halo. Nariz com forte presença de violetas, pimenta do reino, grafite, menta e certa mineralidade. Na boca alta acidez, encorpado, persistência longa, direto, ponta de álcool retrogosto com fruta negra fresca, e mineralidade. Um vinho vertical ainda jovem com muito potencial. – R$ 572 na Premium. Minha nota 91 pts
Classificação do grupo
1º Lugar Le Dix de Los Vascos 2004. 2º Lugar Don Maximiano 201, 3º Lugar Clos Apalta 2012, 4º Lugar Casa Real 2007, 5º Lugar Don Melchor 2001. 6º Lugar Polkura Secano 2020, 7º Lugar Casa Real 2020
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