Barolo Vinum regum, rex vinorum

Vinho dos reis o rei dos vinhos é assim que o Barolo e conhecido. Tudo começou com o Rei Carlos Alberto de Saboia, que, ao saber que este vinho era, mais estruturado do que os tintos adocicados da época, pediu à Marquesa Juliette Colbert Falletti de Barolo, nascida na região vinícola de Bordéus, que o provasse. A Marquesa aprovou e imediatamente contratou o enólogo francês Louis Oudart, que introduziu métodos modernos de vinificação, garantindo a fermentação completa o que acabou gerando um vinho seco e encorpado. Juliette começou a produzir e fornecer os vinhos ao rei que por sua vez distribuiu os vinhos para as famílias mais influentes da época e o sucesso foi tão grande que o rei acabou comprando uma propriedade em Verduno para produzir o seu próprio Barolo. Já mais recentemente em 1966, o vinho obteve a Denominação de Origem Controlada (DOP) e, em 1980, a Denominação de Origem Controlada e Garantida (DOCG. Hoje as áreas de Barolo são divididas em 11 comunas das quais 5 mais famosas, a saber: Barolo que geram vinhos mais elegantes e florais, Castiglione Falletto com vinhos equilibrados, elegantes e com taninos mais presentes, Serralunga d’Alba com vinhos mais austeros e longevos, Monforte d’Alba com vinhos mais estruturados, rústicos e com longo potencial de guarda. e La Morra com vinhos leves clássicos e frutados, e outras menos conhecidas Cherasco, Diano d’Alba, Grinzane Cavour, Novello, Roddi e Verduno. Vamos agora conhecer um pouco sobre cada vinho provado.

Barolo Elio Grasso Ginestra Vigna Casa Mate 2000 – Produtor modernista – Região Monforte D’Alba – Varietal 100% Nebbiolo, com 14,5 % de álcool e passagem 24 meses em barricas de carvalho da Eslavônia – Granada, média concentração, halo de evolução. Frutas vermelhas maduras, toque balsâmico, violetas, cacau e intenso tostado. Na boca alta acidez, taninos ainda presentes, bom corpo, persistência longa, retrogosto frutado e presença de terciários. Um vinho com 25 anos e ainda pedindo guarda. – R$ 1.530 para safra 2017 na Interfood/TodoVino – Confrade Lieven- Minha nota 89,5 pts

Barolo Roberto Voerzio La Serra 2001 – Produtor modernista – Região de La Morra – Varietal 100% Nebbiolo, com 14,5 % de álcool e passagem de 18 meses em barricas de carvalho, sendo 60% barricas novas. – Granada, ralo, leve halo. Olfativamente bem complexo trazendo cerejas maduras, pétalas de rosa, hortelã, sottobosco, alcatrão e tabaco. Na boca, acidez correta taninos sedosos, bom corpo persistência longa, final de boca cremoso confirmando as cerejas e os terciários. Um grande Barolo com tudo no lugar e grande potencial de guarda. – R$ 4.590 para safra 2016 na World Wine – Confrade Maranhão Minha nota 94 pts

Barolo Brandini R56 safra 2015 – Região La Morra – Produtor novo fundado em 2007 que mescla técnicas modernas e tradicionais. Varietal 100% Nebbiolo, com 14% de álcool e passagem 24 meses em carvalho mais 8 meses em garrafa. – Granada, ralo, leve halo de evolução. Morango maduro, floral, sottobosco, alecrim e tostado. Na boca Alta acidez taninos presentes, corpo médio, retrogosto com tabaco e fruta vermelha. Um vinho mais simples, leve que para mim pecou um pouco por faltar meio de boca. – R$ 448 para safra 2018 na Via Vini – Confrade Regis – Minha nota 90 pts

Barolo Paolo Scavino Monvigliero 2007 Um produtor inicialmente modernista, mas que hoje mescla modernismo e tradição – Região Castiglione Falletto – Varietal 100% Nebbiolo, com 14,5% de álcool e passagem 24 meses em carvalho, sendo U 10 meses em barricas e 14 messes em grandes tonéis, além de 10 meses em garrafa. – Granada, extra tinto, halo de evolução. Nariz complexo trazendo intenso floral lembrando pétalas de rosas, cereja, toque balsâmico, cravo, grafite, alcaçuz e tabaco.  Na boca alta acidez, taninos sedosos, corpo amplo, retrogosto frutado com tabaco e sottobosco. Vinho deliciosamente austero, mas pronto para consumo.– R$ 1.590 para safra 2020 na World Wine – Confrade WTommasi – Minha nota 93 pts

 Barolo Giusepe Mascarello Dai Vigneti di Proprieta’2009 – Produtor tradicionalista – Região Castiglione Falletto – Varietal 100% Nebbiolo, com 13,5 % de álcool e passagem 30 meses em botti de carvalho da Eslavônia. –Granada indo para âmbar, ralo, halo de evolução. Nariz com boa complexidade, vinoso, balsâmico, frutas vermelhas maduras, ervas secas, chocolate amargo, e tabaco. Na boca acidez cortante, taninos finos ainda presentes, suculento, persistência longa, retrogosto austero senhoril. Um vinho elegante, fluido com muito frescor.  – Usd 140 Não disponível no Brasil. – Confrade Ricardo – Minha nota 92 pts

Classificação do grupo

 1º Lugar Roberto Voerzio La Serra 2001. 2º Lugar Elio Grasso Ginestra Vigna Casa Mate 2000, 3º Lugar Giusepe Mascarello Dai Vigneti di Proprieta’2009, 4º Lugar Paolo Scavino Monvigliero 2007, 5º Lugar Brandini R56 safra 2015

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